quinta-feira, 29 de julho de 2010

Mais...


"Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde.Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais."

Caio F. Abreu

terça-feira, 27 de julho de 2010

Nós...


"Eu me descubro ainda mais feliz a cada pedaço seu e de tudo o que é seu. Eu amo tanto o seu banheiro com as combinações em verde e a chuva fina do chuveiro, que chorei essa manhã enquanto você tomava taffman-e e ouvia música eletrônica.
Às vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer.
Eu queria assinar um contrato com Deus: se eu nunca mais olhar para homem nenhum no mundo, será que ele deixa você ficar comigo pra sempre?
Eu descobri que tentar não ser ingênua é a nossa maior ingenuidade, eu descobri que ser inteira não me dá medo porque ser inteira já é ser muito corajosa, eu descobri que vale a pena ficar três horas te olhando sentada num sofá mesmo que o dia esteja explodindo lá fora.
E quando já não sei mais o que sentir por você, eu respiro fundo perto da sua nuca, e começo a querer coisas que eu nem sabia que existiam.
Quando a gente foi ver o pôr-do-sol na Praça pôr-do-sol, e a gente ficou abraçado, e a gente se achou brega demais, e a gente morreu de rir, eu senti um daqueles segundos de eternidade que tanto assustam o nosso coração acostumado com a fugacidade segura dos sentimentos superficiais.
Eu olhei para você com aquela sua jaqueta que te deixa com tanta cara de homem e me senti tão ao lado de um homem, que eu tive vontade de ser a melhor mulher do mundo.
E eu tive vontade de fazer ginástica, ler, ouvir todas as músicas legais do mundo, aprender a cozinhar, arrumar seu quarto, escrever um livro, ser mãe.
E aí eu só olhei pra bem longe, muito além daquele Sol, e todo o meu passado se pôs junto com ele. E eu senti a alma clarear enquanto o dia escurecia.
Eu te engoli e você é tão grande pra mim que eu dedico cada segundo do meu dia em te digerir. E eu não tenho mais fome, e eu tenho que ter fome porque eu não quero você namorando uma magrela. E eu sonhei com você e acordei com você, e eu te olhei e falei que eu estava muito magrela, e você me mandou dormir mais, e me abraçou.
Eu preciso disfarçar que não paro mais de rir, mas aí olho pra você e você também está sempre rindo. Se isso não for o motivo para a gente nascer, já não entendo mais nada desse mundo.
E eu tento, ainda refém de algumas células felipianas que vez ou outra me invadem, tentar achar defeito na gente, tentar estragar tudo com alguma sujeira.
Mas você me deu preguiça da velha tática de fuga, você me fez dormir um cd inteiro na rede e quando eu acordei o mundo inteiro estava azul.
Engraçado como eu não sei dizer o que eu quero fazer porque nada me parece mais divertido do que simplesmente estar fazendo. Ainda que a gente não esteja fazendo nada.
Eu, que sempre quis desfilar com a minha alegria para provar ao mundo que eu era feliz, só quero me esconder de tudo ao seu lado.
Eu limpei minhas mensagens, eu deletei meus emails, eu matei meus recados, eu estrangulei minhas esperas, eu arregacei as minhas mangas e deixei morrer quem estava embaixo delas. Eu risquei de vez as opções do meu caderninho, eu espremi a água escura do meu coração e ele se inchou de ar limpo, como uma esponja. Uma esponja rosa porque você me transformou numa menina cor-de-rosa.
Você me transformou no eufemismo de mim mesma, me fez sentir a menina com uma flor daquele poema, suavizou meu soco, amoleceu minha marcha e transformou minha dureza em dança. Você quebrou minhas pernas, me fez comprar um vestido cheio de rendas e babados, tirou as pedras da minha mão.
Você diz que me quer com todas as minhas vírgulas, eu te quero como meu ponto final."

Tati B.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Aqui!


Sempre ouvia das pessoas próximas: "Depois do tormento, há sempre a calmaria.". Essa calmaria, enfim, chegou.
Aquela sensação de ser livre, não no sentido literal da palavra: livre por dentro, livre de espírito. É o ego fazendo efeito.
Não me importo que isso também passe, quero aproveitar enquanto a tenho, enquanto posso usufruir, usar, abusar e lambuzar.
Hoje cheguei à conclusão de que mesmo que a mente me culpe, talvez eu não tenha culpa, mesmo que a mente insista em me rebaixar, talvez eu não deva realmente me rebaixar.
Enfim, me auto-sou-feliz. Se é que isso possa existir.




terça-feira, 6 de julho de 2010

Supere!



Mesmo que dôa: Supere, querida! Vai ser melhor pra você.
Pra que tanto ódio, tanta injúria por não ter o que desejas? De fato, tudo o que me oferece, outrora será colhido por você mesma, talvez até mais. Então, satisfaça a si mesma com o que tens. Não me envergonhe (alheiamente) por tamanha fascinação por aquilo que eu, com esforço, consegui.
Só como forma de desabafo, para que você leia e sinta-se privilegiada. hihi

"A inveja é assim tão magra e pálida porque morde e não come." Francisco Quevedo

Me cativas.


"Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz!" Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe.

Vem! Quem sabe não posso jogar com você? Quem sabe não posso dividir aquilo que me conforta? Me encanta!
Não me critiques, nem me julgues. Sou assim por total desprezo pelas coisas que um dia você cativou.
Quero deitar ao seu lado e sentir a delicadeza da sua respiração misturada com a minha. Quero poder te olhar dormindo e ainda assim te sentir acordado. Quero te ouvir chegando, abrir o portão e ir direto ao seu encontro. Quero coisas rotineiras nas quais, ao seu lado, não se tornam tão rotineiras assim.
Quero um eterno nosso. Eterna sua.


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Quem sabe?

"O problema é que quero muitas coisas simples, então pareço exigente." Fernanda Young.

Eu insisto em ter o abstrato, tendo o concreto. Prezo por simplicidade, pequenez e pela singeleza das coisas. Assim, a olho nú, me parece tão acessível e acaba por ser totalmente incompreensível que é isso que me faz falta, que é isso que me limita. Que contradição cortante: o simples ter se tornado difícil, o pequeno ter se tornado algo grande - perto daqueles que tentam enchergá-lo e a singeleza se transforma em exagero.
Insulto!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Eu vou deixar!


"E eu te anulo o tempo todo dizendo para mim, repetindo para mim, o quanto você falha, o quanto você fraqueja, o quanto você se engana.
E fazendo isso, eu só consigo te amar mais ainda." Tati B.

É como se tudo que me envolvesse, inesperadamente (ou esperadamente), te envolvesse também. Tudo que te define me instiga, me devora e, por incrível que pareça, me completa. Já dizia algum ser pensante por aí: Os opostos se atraem. Há um tempo atrás - digo, há 4 ou 5 anos atrás - tive a comprovação prática dessa tese. Estava eu inclusa na própria.
Poderia tudo ser uma conta de adição e subtração, não?
Mas até que poderíamos: se adicione em mim.

De ínicio...


Só por início.. é isso:
"Guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo."

C.F.A.