[...]
Andando distraída por aí esbarro com alguém. Minha armadura e as dez pedras na mão já estavam preparadas para soltar um "Ei, olhe por onde anda!'', quando vejo aquele sorriso de novo, as borboletas há muito tempo adormecidas em meu estômago quase acordaram, remexeram. Dei um sorriso torto, que era o máximo que eu conseguia e disse "Oh, você..", "Daquele dia no bar, né?'' "Isso.." "Você é sempre monossilábica assim ou só com estranhos?" "Hm.." "Tudo bem, eu gosto. Afim de dar uma caminhada?" "Pode ser". E passamos o resto da tarde nos conhecendo e reconhecendo. Não sei o que ele tinha, não sei se era o sorriso que iluminava tudo ou se era o jeito com que me tratava. Como se eu fosse linda do jeito que era, quando na verdade todos sabiam que eu era só mais um desastre em forma de mulher. Atraente, sim. Confusa, cheia de problemas e perturbada? Com certeza. Mas isso não era um problema pra ele, e eu não entendia. Não mesmo. Eu apavorava qualquer homem que permanecesse mais que cinco minutos comigo, mas ele não. [...]"
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